Somos seres vibracionais!
Primeiro precisamos entender que tudo que existe ao nosso redor é porque estamos cientes disso. Se não estivermos conscientes, nada existe.
Para ficarmos cientes de algo, precisamos dos sentidos. Então só existem as coisas que temos consciência e a consciência é fruto dos sentidos. Tente explicar a um surdo, mudo e cego congênito que lá em cima do prédio tem uma bola vermelha!

OS SENTIDOS

Visão

Nossos olhos com células especializadas e fotossensíveis convertem algo que vibra no espectro de frequências de luz em algo que projetamos no córtex occipital, que cria uma imagem que podemos imaginar que a vemos.

Lembre que toda cor é apenas frequência, então imagine uma flor de cor violeta. Agora se pergunte por que você está vendo aquela cor. Também imagine como funciona a visão de uma pessoa acometida de daltonismo. O daltônico tem incapacidade de diferenciar algumas cores e quando muito grave, de todas. Neste último caso, o paciente vê absolutamente tudo em tons de cinza, como um aparelho de televisão antigo em preto e branco.

Então onde moram as cores, nos objetos ou nos olhos, ou quem sabe no cérebro? As cores não moram lugar algum, são ilusões, são seus olhos especializados em perceber frequências de luz que as captam. Produz-se uma substância química, chamada neurotransmissor, que viaja pelo nervo ótico e estimula o cérebro na área do córtex occipital. Aquelas frequências de luz são transformadas em algo que sua mente projeta como algo que você consegue ver, mas não existe neste processo nada material, apenas frequências.

Podemos discutir sobre a matéria. Na parte quântica a matéria não existe, ela é uma projeção da não localidade, de uma singularidade.

Na prática percebemos a matéria através dos sentidos, mais comumente a visão e o tato.

Pense bem, tudo que vemos é luz.

Quando vemos algo material, como uma cadeira, por exemplo, ou qualquer outra coisa, a cadeira, por si mesma e em si mesma, não emite luz, então o que vemos é luz reemitida (podemos, por força de hábito, dizer refletida). Uma fonte de luz atingiu a cadeira, e a luz foi refletida, caso contrário, não conseguiríamos vê-la.

Nossos olhos só são sensíveis à luz. Onde não há luz não podemos ver nada, a matéria não produz luz (com exceção das estrelas e de alguns animais quimioluminescentes como os vaga-lumes). Se a matéria não produz luz, vemos a matéria através da propriedade que os objetos têm em refletir a luz.

Conclusão: a matéria é invisível, com isso precisamos acreditar que vemos uma coisa que é invisível.

A matéria também é intocável.

Audição

Quando dizemos que ouvimos algo, um processo extremamente complexo aconteceu.

As orelhas são conchas acústicas que captam variações do ar. O tímpano, no fundo do conduto auditivo externo é uma membrana finíssima que vibra quando há deslocamento de ar. Três ossículos minúsculos dançam conforme o ritmo do tímpano, que faz estimular o que chamamos de cóclea (órgão que parece um caramujo). Esta passa a secretar substâncias químicas que viajam através do nervo auditivo até o córtex cerebral, que entende este código eletroquímico e faz a gente sentir que ouvimos algo.

Pense bem, quando falamos o ar passa pelas cordas vocais que vibram, e faz deslocamento de ar. Este deslocamento deforma o tímpano, e a depender da frequência e da intensidade, a cóclea secreta pulsos de neurotransmissores que ordenam o cérebro a criar uma noção sonora.

Nada existe, existe somente deslocamento do ar. Se estivermos no vácuo, quero dizer, em local onde não haja ar, nada ouviremos.

Se colocarmos um CD no aparelho para tocar música, este é lido por uma luz especial compreendida por um processador específico, que no final do processo faz uma cartolina vibrar (a cartolina é parte vibratória da caixa de som). A vibração do autofalante desloca o ar, que deforma o tímpano e este é entendido pelo aparelho auditivo, levando à secreção de alguns neurotransmissores que estimulam um sistema eletroquímico e assim dá a sensação que ouvimos a música, mas não existe música, muito menos o cantor dentro do CD.

Tudo é ilusão!

Olfato

O nariz tem células especializadas para captar frequências especiais de substâncias que pairam no ar. Estas células têm contato com a parte neurológica e finalmente com o cérebro, que por sua vez dá a sensação de que estamos experimentando o cheiro. Assim, o cheiro não existe, são apenas frequências e substâncias químicas que iludem tua mente.

Sentimos cheiro somente porque o fragmento de alguma substância se desprendeu e misturou-se com o ar. Todas as vezes que sentimos o cheiro da flatulência de alguém, podemos pensar que foram fragmentos das fezes dele que nos atingiram. Eca!

Não se aborreça, as fezes não existem e nem o seu odor. No caso do odor, é apenas uma sensação criada por um sistema eletroquímico, e neste sistema não tem nada material.

Tudo é ilusão!

Paladar

A língua tem receptores chamados de papilas linguais, que estão ali para reconhecerem quatro padrões de frequências: salgado, doce, azedo, amargo e, todas as interações entre elas.

Da mesma forma que os outros órgãos do sentido, a língua capta frequências, secreta substancias químicas que estimulam um sistema eletroquímico, que viajam até o cérebro que interpreta aquilo como gosto. Mas o gosto não existe por si mesmo nem em si mesmo, é virtual, são apenas frequências. O sabor é uma ilusão eletroquímica.

Tudo é ilusão!

Tato

Primeiro precisamos relembrar que toda matéria é feita de átomos, e os átomos têm na camada mais externa uma nuvem de elétrons que é eletromagneticamente negativa, pois a parte eletromagnética positiva é feita pelos prótons, que estão mergulhados no interior do núcleo dos átomos. Então, todos os átomos mostram-se sempre com sua superfície negativa.

Tudo, absolutamente tudo que achamos que se toca, na verdade se repele, pois os elétrons têm a mesma carga eletromagnética. O que sentimos como toque é a força de repulsão magnética, tudo flutua, nada se toca. Se pudéssemos tocar algo de verdade, faríamos uma fusão atômica. E toda fusão atômica cria uma explosão de energia, verdadeira bomba atômica. Assim: tudo que se tocasse de verdade explodiria.

Ah! Se meu inimigo pudesse abraçar de verdade sua esposa!

Um materialista convicto precisa acreditar no que nunca pode ver e nunca pode tocar. As pontas dos dedos estão convertendo campo eletromagnético em toques. Como vimos acima, nada se toca. A matéria é intangível.

Novamente precisamos abordar que o toque é uma ilusão. Enfim, tudo é ilusão!

Tudo que tomamos como real vem dos sentidos, os cinco sentidos ordinários são: visão, audição, olfato, paladar e tato. Como os cinco sentidos são ilusórios, tudo, absolutamente tudo que achamos que é real, é ilusão!

Existem algumas condições peculiares em que algumas pessoas especiais, por algum mecanismo ainda não conhecido, são capazes de perceber os fatos de uma forma muito diferente. A sinestesia!

Pessoas sinestésicas são capazes de misturar os sentidos. O caso mais famoso no mundo é da suíça Elisabeth Saucer. Ao ouvir qualquer som ela vê cores. Diz ela, que quando vai a uma danceteria e ouve uma música em estilo heavy metal, vê quadrados negros e sente um gosto ruim, além de cheiro de coisa podre. E às vezes chega sentir uma arranhadura na região lombar. Ao ouvir música clássica, vê tiras de cor pastel, odor de flores do campo, sabor doce e um toque suave no peito. Existem várias pessoas sinestésicas no mundo, mas o caso da suíça Elisabeth parece único, pois outros sinestésicos apenas misturam som com cores, outros com sabor.

Houve uma tentativa de reunir essas pessoas em uma universidade americana e foi hilário os ouvir conversarem entre si. Quando um diz o próprio nome o outro diz, “Ah! Seu nome tem gosto de ketchup e o seu tem cor alaranjada e sabor de bolo recheado”.

Sabemos que algumas pessoas cegas desenvolvem mais os outros sentidos restantes como compensação, mas o caso do turco Esrréf é especial. Ele é cego congênito, quer dizer, nasceu cego, nunca viu a imagem de nada que existe. Ele se dedicou à pintura, e impressionantemente ele consegue perceber as cores pelo tato, imaginem tocar em uma tinta e saber que ela é vermelha, branca, azul, etc. Mais espantoso ainda é fazer pintura com perspectiva tridimensional, coisa muito difícil até para bons pintores que enxergam bem. O turco Esrréf pinta paisagens tridimensionais, com ângulos perfeitos.

O estudo dos sinestésicos está sendo um avanço para a compreensão do que é realidade.

Fazemos as realidades que nossos sentidos captam e o que a consciência consegue entender.

  • Dr. Marco Rogério Marcondes

Fonte: Revista Saúde Quântica